IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade. De 06 a 08 de março de 2018 / Labeurb-Unicamp / Inscrições em simpósios e pôsteres: até 25/01/2018 – Não haverá prorrogação. Divulgação dos resultados e carta de aceite: 01/02/2018

saber urbano

O Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem, promovido pelo Laboratório de Estudos Urbanos, da Universidade Estadual de Campinas, desde o ano de 1999, tem por finalidade promover, na relação entre comunidade acadêmica e sociedade, um fórum de debate internacional em torno da problemática e dos desafios atuais da cidade. Nesta nona edição, desejamos produzir um evento científico voltado a pensar “as escrituras da cidade”.

A cidade, estudada na perspectiva das Ciências da Linguagem, particularmente na Análise de Discurso, é uma produção material de um “saber fazer” com a letra, com o cálculo. Uma escritura é, portanto, o locus simbólico e político dos processos de significação. Ou seja, a cidade é da ordem de como um nome acontece, é formulado, se escreve e é escrito e de como circula ao se historicizar no mundo.

Com o IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: “escrituras da cidade”, propomos uma reunião internacional, com conferências, mesas-redondas, oficinas, simpósios temáticos e pôsteres voltados para a problemáticas e desafios atuais da escritura, para refletir um acontecimento de nosso tempo que é a cidade. A partir de três eixos temáticos, ou seja, o laço social, o capitalismo e o digital queremos pensar como a maquinaria de linguagem – com a letra e o traço, em discursos – fabrica a cidade e inscreve os sujeitos e os sentidos no mundo.

Escrituras da cidade – Da letra. dis-curso. A escritura inventa a cidade. Cidade grafada. Foto-grafada. A cidade inscreve o sujeito. O sujeito escreve a cidade. Códigos. Linhas. Escritura sem palavras. Traço. Elemento gráfico inadequado. Grafos. Ordem das formas e dos lugares. Projeção dos traços e dos destroços da língua. Implosão de uma suposta totalidade. A escritura produz uma cidade (dentre outras). A escritura é o gesto que faz a cidade acontecer. Acontecimento do traçado urbano. Gravura. Curvatura. Na escritura, na força da inscrição, no espaço da letra, a cidade acontece.

Como interrogar as escrituras da cidade? Essa é a questão que nos motiva a nos reunir no IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem. A escritura é o nosso ponto de encontro nessas bodas de prata. Propomos como lugar de reflexão a ressonância, a escuta dos escritos. Mas também a escrita de outros escritos. De fato, a abertura para a presença da letra, do traço que produz a cidade como um objeto não estabilizado. As escrituras claras e desprovidas de ambiguidade parecem contornar e fabricar a cidade. Mas ela se contorce. Torce a letra no dorso do muro. No código que fixa, ordena, modela formas, lugares e práticas a cidade é escritura muda, letra morta sob o concreto. Agoniza. Queremos pensar nos desvios da letra, nos desvãos da estrutura, naquilo que fura uma morfologia da cidade. A cidade é uma escritura não transcritiva. É no ato de escrever que a cidade acontece, porque a escritura inscreve o sujeito na prática material do traço mudando o curso dos sentidos.

Chamada de trabalhos para os simpósios e pôsteres – Além das conferências, mesas-redondas e oficinas, esse encontro deseja promover um amplo debate em três simpósios temáticos, abertos para submissão de trabalhos. São eles:

Laços sociais – A escritura dos vínculos: na linguagem, no meio da multidão, fragmentos de sons, letras, sílabas, luzes e cores, o burburinho da língua destroçada, daquilo que é da ordem da cidade, percursos e dis-cursos. Os hiatos contemporâneos. In-segurança. Sujeito e cidade no entre-laço. Rua.

Capitalismo – Palavra banalizada. Podemos nós libertar a letra e fazer da palavra mal-dita outras combinações? Outras rimas e valores entre sujeito e economia? A linguagem e suas categorias: elite, proletário, trabalhador, sindicato, igualdade, riqueza, pobreza, periferia. Outras linhas. Outros trajetos.

Digital – A escritura forjada dos gadgets. Um novo traço: conexão, desconexão, link, redes. Telas. Bifurcações imediatas de palavras automáticas. On-line: fora da linha. Vi-deo. Tecla, cola, clica, curte, cala. Copyright-left é free. Software livre, palavra do povo, é o traço algorítmico. Há uma linha divisória da internet proibida, o submundo da escritura de dados.

Apresentação de pôster – Os trabalhos devem estar em sintonia com o tema geral do evento e/ou em um de seus três eixos temáticos.

Inscrições Gratuitas.

Serviço:
Labeurb-Unicamp
(19) 3521-7900
http://www.labeurb.unicamp.br


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